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domingo, 17 de maio de 2009

Percorrendo a A2 rumo ao Algarve

Este Sábado fui ao Algarve pela A2. Devo dizer que se trata de um passeio muito agradável, apesar da belíssima paisagem alentejana se tornar um pouco monótona. Mas é o que é, e antes, uma paisagem monótona e linda do que uma paisagem diversificada e feia. Posto isto irei comentar dois aspectos sobre a nova auto-estrada.

O primeiro prende-se com com a fixação de preços do Gasóleo. É muito útil nós sabermos que todas as gasolineiras da auto-estrada praticam exactamente o mesmo preço em todos os troços. Poderíamos chamar a isto cartel? Se vão brincar aos preços concertados, não é portanto necessário estarem a ocupar espaço sinalético com logótipos, até porque há soluções mais originais. Se o preço é o mesmo, então basta informar os condutores que o preço do Gasóleo ao longo da A2 será X.

Outro aspecto é a nova campanha da Brisa intitulada "Mais Segurança por Km" sobre Prevenção Rodoviária e espalhada por out-doors ao longo do caminho e aqui permitam-me congratular quem tomou a iniciativa e quem a aprovou. Frases como:

«- Pai deves descansar de 2 em 2 horas!» Fará lembrar os pais mais resistentes a parar um pouco e descansar ou...
«- Pai quem esteve a beber, não conduz!» «- Avô, tens o cinto de segurança?» ou ainda «- Mãe vais muito depressa?»

Pode ser que frases como estas, numa linguagem familiar a todos os pais e mães que este ano rumarão ao Algarve, tenha maior impacto sobre os destemidos condutores e faça menos acidentes.

Sofia Almeida

terça-feira, 17 de junho de 2008

...Douro Abaixo

A viagem para baixo de Peso da Régua para Vila Nova de Gaia foi um descanso para as vistas e para a alma. Chegados ao Barco fomos conduzidos a uma mesa que já tinha o nosso nome à espera. A comida servida é bem confeccionada, honestamente tive receio, uma vez que não se tratava de um restaurante, e o serviço profissional. Terminado o almoço, continuamos numa viagem inesquecível que nos transporta uns séculos atrás e nos faz ver aquelas encostas com os olhos do Barão Forester ou D. Ferreirinha. Aquilo que nos traz para tempos presentes, são os edifícios-blocos plantados nas margens do rio, que nos anunciam que o progresso chegou à região e consigo, novos projectos hoteleiros.

A experiência da Barragem da Carrapateira é mais engraçada vivida dentro do barco, do que vista da ponte. Durante vinte minutos o barco desce de ‘elevador’ os níveis da água para se nivelar ao troço seguinte. Abrem-se as comportas e lá continuamos nós, mudos e encantados para não interromper aquele espectáculo da Natureza.

Miss S.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Douro Acima…

Segunda-feira fui dar um passeio já feito por muitas pessoas, se calhar até mais estrangeiros do que portugueses. Reservei bilhetes para fazer o percurso do Porto para Peso da Régua de Comboio e o regresso de Barco até Vila Nova de Gaia. Infelizmente e devido aquelas contingências do destino, os maquinistas resolveram fazer greve e por isso eu e mais umas dezenas de turistas, tivemos que suster as expectativas e contornar o destino.

Assim o primeiro itinerário foi feito de camioneta. Apesar da boa vontade dos organizadores e mesmo da nossa enquanto turistas, este passeio é enjoativo. Percebo agora melhor a dificuldade de algumas agências em colocar uma série de turistas japoneses acabados de aterrar no aeroporto Sá Carneiro e ainda atordoados da viagem, numa camioneta que durante duas horas não faz mais do que balançar-se entre curvas e contra-curvas. Chegados ao destino, não nos podemos admirar que receiem o regresso ou fiquem mesmo com má vontade em repetir a experiência.
Apesar dos balanços, a viagem é linda, entre os socalcos do douro, as videiras e os planos dos rios que vão aparecendo entre montanhas e vales, como se fossem planos fotográficos para uma produção na região. Uma experiência a fazer.

Saber mais:
http://www.barcadouro.pt/ ou http://www.douroazul.pt/


Miss S.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Passear em Lisboa de Eléctrico

A semana passada estive de férias. Fiquei por Lisboa e resolvi fazer algo que já tinha pensado muitas vezes, mas que tinha vindo a ser adiado. Fui andar no eléctrico turístico da Carris. Aquele encarnado, cujo destino é visitar as 7 colinas de Lisboa. Adorei a Experiência!

Primeiro porque me senti descriminada, pela positiva, pelo facto de ser portuguesa, era a única entre estrangeiros e acreditem ou não, tive um tratamento diferenciador. Isto já me fez pensar se estaria mesmo em Portugal. Estava. Acomodei-me com a minha filha e coloquei os headphones para ir ouvindo as explicações sobre os locais e monumentos. Gostei do passeio, vê-se Lisboa sob uma perspectiva diferente e sobretudo aprende-se muito.

  • Sabia que a Mouraria tem este nome, porque na altura de D. Afonso Henriques, criou-se aqui uma espécie de gueto, onde os mouros estavam a salvo dos cristãos?
  • Sabia que a Madragoa tem este nome, porque foi um bairro ocupado por uma ordem de Madres vindas de Goa?
  • Sabia que a Rua Poço dos Negros deve este nome ao facto, de D. Fernando II ter mandado abrir um fosso enorme para os doentes de lepra e da peste?

Vá descobrir a cidade de Lisboa entre solavancos e o reboliço fervoroso de quem passa apressado para ir trabalhar ou simplesmente regressar a casa.

Veja mais em: http://www.carris.pt/

Miss S.