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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O senhor Puntila e o seu criado Matti

Considero o Miguel Guilherme um dos melhores actores da actualidade e ontem fui ao Teatro Aberto assistir à peça que ele protagoniza: O senhor Puntila e o seu criado Matti. Simplesmente fantástico.


Esta comédia, escrita por Brecht em 1940, passa-se na Finlândia, e conta a história de Puntila, um proprietário rural que aprecia demasiado a bebida, e sofre de dupla personalidade: quando está sóbrio é arrogante e egocêntrico, quando está bebado é simpático e compassivo.

Oscilando entre ambos os extremos, surpreende e confunde tudo e todos, amigos, desconhecidos e subordinados, em especial Matti, o seu motorista e confidente.

A peça reflecte sobre o poder, a justiça, a igualdade entre os homens e a dependência, mas também sobre o louvor aos prazeres.

Integrando um elenco de 15 actores e 3 músicos. A composição musical apresentada na peça foi criada pelo artista Mazgani e será interpretada ao vivo pelo elenco.

Com António Pedro Lima, Cátia Ribeiro, Carlos Malvarez, Carlos Pisco, Cristóvão Campos, Francisco Pestana, Mafalda Lencastre, Mafalda Luís de Castro, Marta Dias, Miguel Guilherme (Senhor Puntila), Patrícia André, Rui Morisson, Sara Cipriano, Sérgio Praia (Matti), Sofia de Portugal.

Saber mais em: Teatro Aberto

Preço: 15€; 12€ (+65 anos) e 7,5€ (-25 anos).

Horarios: De 15.10.2010 a 27.02.2011, Domingo às 16h00, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado às 21h30

Cláudia Neves


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

“Um Violino no Telhado”

Fui ao Politeama assistir ao musical de La Féria: “Um Violino no Telhado”. Este é um clássico do Teatro Musical. As expectativas estavam altas. O La Féria não costuma desiludir neste tipo de produção. Este foi um dos musicais com mais sucesso da Broadway, interpretado em vários locais do mundo. Para além disso, há ainda o clássico de cinema, que foi também um sucesso.

A peça é baseada nas histórias de Shalom Aleichem sobre a vida de um pequena cidade judia no sul da Rússia, nas vésperas da Revolução de Outubro. A personagem principal é Tevye, um leiteiro pobre que tem cinco filhas. É retratada a história do pobre leiteiro judeu em 1918 no fim da Rússia Czarista, da sua vida na pequena aldeia de Anatevka e da luta entre a Tradição e o Coração.

A peça transmite uma mensagem de amor, fé, tradição e tolerância. Um bom espectáculo que merece ser visto. Um elenco de luxo, uma música inesquecível e uma história intemporal.

O elenco conta com José Raposo, Rita Ribeiro, Carlos Quintas, Joel Branco, entre muitos outros.

Cláudia Neves

Saber mais em Teatro Politeama

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Assim também Eu!

No Natal fui presenteada com um bilhete de teatro, e ontem fui usufruir do meu bilhete: fui assistir à peça Assim também eu, em cena pela companhia de teatro "Nós-Mesmos, Invenções Teatrais", recentemente formada por Simão Rubim, João Marta e Vanessa Agapito. A peça tem estado em cena , no Teatro Municipal Mirita Casimiro - TEC - Teatro Experimental de Cascais, mas ontem dia 27 Dezembro foi a última actuação neste local.

A peça fala de um actor de teatro, que partilha o nome do protagonista, Simão Rubim, em pleno workshop, com o público onde o tema é o teatro e os actores/actrices. A partir daqui sucedem-se vários pensamentos... Uma peça muito divertida, interactiva, cheia de humor e com um texto inteligente. O cenário é original e os actores são muito bons. Não esperava outra coisa de Simão Rubim.

Durante o mês de Janeiro a peça estará em exibição no Auditório de Telheiras, e posteriormente estará em exibição noutras salas e locais do País.

Não percam.

Saber mais em: Assim também Eu!

Cláudia Neves

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Circo no Coliseu em Lisboa

Faz por estes dias um ano, escolhi o Circo Chen para levar a minha filha. Este ano optei pelo Circo no Coliseu, pela tradição, uma vez que era lá que o meu pai religiosamente me levava a mim, irmão e primos todos os anos e tambem porque dado o rigoroso inverno, teria à partida melhores condições.

A verdade é que apesar de concordar com a não utilização gratuita dos animais no circo, este espectáculo perde muita da sua magia. E tive duas crianças de 4 anos a perguntar-me o tempo todo pelos tigres e pelo elefante. Em vez disso tivemos uma romena a apresentar o espectáculo dos Reptéis e fiquei na expectativa. O que aconteceu foi: chegou uma caixa cheia de cobras, apresentou-as e voltou a colocá-las na caixa. Depois apareceram os corcodilos meios ensonados que mostraram o ar da sua graça e voltaram para dentro da caixa. Interessante, mas para ver apenas repteis podemos ir ao Jardim Zoológico.

O resto do espectaculo fez-se sem grande emoção, creio. Não sei se o circo perde ano após ano a sua magia e misticismo, se pelo contrário, somos nós que o vimos pelos olhos de um adulto e por isso sem a inocencia necessária para admirar e sonhar pelo próximo ano, em que pelas mãos dos nossos pais, vamos assistir a mais um momento de magia.

Sofia Almeida
Saber mais em: Coliseu Lisboa

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

“Fado - História de um Povo”

Fui ontem assistr ao novo espectáculo de Filipe La Féria no Salão Preto e Prata do Casino Estoril: “Fado - História de um Povo”.

Devo confessar que fiquei impressionada com a sala de espectáculos do Casino Estoril. Não conhecia e de facto está equipada com bons meios tecnológicos, sendo o espaço ideal para este este espectáculo, que se revelou inovador, criativo, divertido e completo.

La Féria retrata a história do Fado, desde as suas origens até à actualidade, numa encenação que articula o fado com o teatro, o musical, o circo, e o bailado. Uma viagem fantástica ao passado, e onde podemos ouvir alguns clássicos do nosso fado.

Dos protagonistas destacam-se nomes como Alexandra, Henrique Feist, Gonçalo Salgueiro e Liana, Paula Sá, Inês Santos, Luís Matos, Elsa Casanova, Luís Caeiro, Flávio Gil e Jorge Silva.

Com um elenco muito alargado, estiveram, em palco, actores, cantores, bailarinos, acrobatas e uma orquestra.

Informações sobre o Espectáculo
Em exibição de Quarta-Feira a Sábado, no Salão Preto e Prata no Casino Estoril.
Preços: 1ª Plateia: 30 €, 1º Balcão: 25 €, 2º Balcão: 20 €, 3º Balcão: 15 €, 4º Balcão:10 €,
Bilhetes à Venda no Casino Estoril, Fnac, Ticketline e na Bilheteira Online do Teatro Politeama.
Saber mais em: http://www.filipelaferia.pt/

Jantar e espectáculo
Preços: “Menu Amália” por 56 euros, “Menu Severa” por 60 euros, “Menu Marialva” por 65 euros. Para assistir apenas ao espectáculo, com uma bebida incluída, o preço é de 20 euros por pessoa.
Saber mais em: www.casino-estoril.pt

LF

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Gaiola das Loucas

La Cage aux Folles (A Gaiola das Loucas) é um musical da Broadway, que foi um dos maiores sucessos de sempre em todo o mundo e baseia-se na peça teatral e filme homónimos, produzidos em França em 1973 e 1978, respectivamente.

A Gaiola das Loucas é um espectáculo cheio de luz, música e cor, onde a intriga, o equívoco, o histerismo, o oportunismo, o sentimentalismo, e a emoção estão bem patentes.

Nesta adaptação, Filipe La Féria cria um espectáculo com quadros vistosos e alegres. Vários temas da actualidade são abordados sendo um deles o casamento entre homossexuais.


Para mim, o mais cativante de todo o espectáculo é a inspirada interpretação de José Raposo.

Gaiola das Loucas está em cena no Teatro Politeama, em Lisboa, com um elenco conhecido, composto por José Raposo e Carlos Quintas, juntamente com Rita Ribeiro, Joel Branco, Helena Rocha, Hugo Rendas entre entre muitos outros actores, bailarinos e cantores.

Saber mais em A GAIOLA DAS LOUCAS
Teatro Politeama
Terça a Sábado às 21h30 Sábado e Domingo às 17h00

Cláudia Neves

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Incidente no Circo Chen


(resposta ao Post sobre o Circo Chen)

Ao menos, apesar de não ter sido muito bom, ainda foste ver o espetáculo ao contrário de mim. Fiz compras num conhecido supermercado no valor de 300 Eur para ganhar 2 bilhetes para ir ao circo com a minha namorada e a restante familia que fez o mesmo para adquirir bilhetes.

Tinhamos passado a tenda dos comes e bebes, entregamos os bilhetes para o funcionário os cortar, ao entrar para o espaço em si e escolher um lugar. Deparámo-nos com uma bancada a cair na parte lateral junto as pipocas. O pânico gerou-se e a malta começou logo a correr, se não fossem 4 ou 5 espectadores que se encontravam próximos de mim a mandar as pesoas terem calma e não correrem os feridos tinham sido mais que muitos.

A minha cunhada, o marido e um casal que estava com eles são todos bombeiros em S. Pedro de Sintra, e foram os primeiros a socorrer os feridos. Ao contrario do que vi mais tarde num telejornal da TVI (so podia ser, claro) não havia 30 feridos, no máximo eram 6 e nada de grave(até parecia milagre). Não foi uma bancada inteira que caiu, foram apenas 3 degraus, que teriam perto de 30 pessoas no total. Enfim apesar do susto correu tudo pela positiva, do mal o menos. Lá fomos beber um cafezito ao Vasco da Gama para a viagem nao ser em vão.

Quanto ao espetáculo fica para o ano, porque no meio da confusão nem sei onde pus os bilhetes para trocar por outros, pois acredito que ainda façam um espetaculo extra este ano. Quanto à instituição em si posso adiantar que de anos anteriores, era apertar até nao dar mais nas bancadas, acredito que hoje tenha sido igual. Estava excedido e muito o limite de pessoas, e não havia nenhum funcionario do circo a contá-las apenas 2 a rasgar bilhetes.
Anónimo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Circo Chen sem Vida e Emoção

É com alguma insatisfação que falo da minha última ida ao Circo Chen no passado Sábado. Gostei da ideia e da companhia da minha filha. Optei pelo metro, uma vez que o circo fica junto à Gare do Oriente e sábia decisão pois como suspeitava todos os acessos estavam lotados de pessoas ávidas para ir às compras e gastar dinheiro.
Chegámos ao circo e deparei-me com alguma desorganização. Sentámo-nos e depois do espectáculo estar a decorrer vieram umas meninas avisar que tínhamos que mudar de lugar, mas isto não faria sentido no inicio? Qual era a ideia? Quando tudo estava escuro andar com uma criança à procura de um espaço livre... Decisões insensatas que colocam em perigo uma tarde e uma experiência que era suposto ser divertida. Recomeçado o espectáculo, deparámo-nos com um triste espectáculo de tigres. Não percebi a ideia daquilo tudo, apenas que havia uma senhora com cara de má com um chicote entre mãos que batia e ameaçava gritando os pobres animais.

Custa-me imaginar o circo sem animais, pois faz parte do imaginário da minha geração, mas sejamos honestos prefiro não ter animais a assistir aquela pobre actuação e ainda ter que explicar à minha filha porque é que aquela senhora estava a bater e a gritar com os tigres. Porquê? Pergunto eu? Não gostei e não percebi o propósito. Tanta violência para ver os pobres animais a subir uma escada?

Passámos à frente e gostei do que vi, sem grande emoção. Fui embora no intervalo, pois passada uma hora, não havia como convencer a Madalena a permanecer no espaço, pois estava excitadissíma com a ideia de ir andar no Carrocel. Para o ano há mais, espero que mais emocionante...

Saber mais em: Circo Chen
Sofia Almeida

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Les Misérables no Queen´s Theatre

A semana passada fui ver os Les Misérables em exibição no Queen´s Theatre em Londres. Trata-se da peça mais antiga do mundo em palco. Já lá vão 23 anos.

E é de tirar o fôlego. São mais de 3 horas de actuação que nos fazem rir e chorar. Os actores são óptimos e fazem-nos viver todo aquele drama como se fossemos colegas de palco. Durante o espectáculo tiramos várias lições de vida, morais e de valores, mas sobretudo chegamos à conclusão que o Homem é intemporal que os problemas de outrora são os mesmos de agora, o que verdadeiramente muda são as épocas e os costumes.

O musical é belíssimo, é gratificante e poderoso ouvir toda a peça com a actuação ao vivo do maestro e sua orquestra. Actos normais de quem antigamente ia ao teatro, mas com o tempo e as novas tecnologias os instrumentos têm vindo a ser substituídos por máquina que fazem sucessivamente encore et encore.

Além deste já vi o Fantasma da Ópera e o Cats. É difícil falar de preferidos perante tais obras primas. Les Miserables continua a esgotar. Era uma simples quarta-feira e tive que comprar os bilhetes no dia anterior.

No grande dia já todos os lugares estavam ocupados e os bilhetes esgotados

A ver ou a rever no Queen´s Theatre os Les Misérables

Sofia Almeida

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

“O Camareiro"

Fui assistir à peça “O Camareiro", no Teatro Nacional D. Maria II. Como era um espectáculo extra, a receita revertia para a Casa do Artista. O preço dos bilhetes era único 16 EUR, sem lugar marcado: os primeiros a chegar foram os primeiros a sentar.

A peça é encenada por João Mota e conta com os actores Ruy de Carvalho e Virgílio Castelo nos principais papéis. Duas interpretações fantásticas. O Vírgílio Castelo “descola-se” da imagem de actor das novelas portuguesas e revela-se com um papel muito completo. Quanto a Ruy de Carvalho, esteve fantástico, com uma presença em palco cheia de garra e energia.“O Camareiro” tem a sua acção centrada no interior de um teatro e retrata a sobrevivência desta arte no tempo da Segunda Guerra.

No fundo fala do teatro e dos actores.Gostei do facto de tão depressa sermos nós o publico que assiste a uma cena de bastidores, como tão depressa somos nós o público da peça agregada à historia "O Rei Lear".

Num espectáculo de 2 horas só faltou um intervalo.

Saber mais em Teatro D.Maria

LF

Créditos Fotográficos: Teatro D. Maria


terça-feira, 8 de setembro de 2009

La Môme Piaf

Tenho seguido com bastante atenção o trabalho de Filipe La Féria, e recentemente fui assistir no Teatro Politeama ao seu último trabalho, adaptado da dramaturgia original do musical "Piaf", da autora inglesa Pam Gems.

O espectáculo conta com a interpretação de Wanda Stuart no papel de Edith Piaf, e conta a vida da cantora conjugando as suas músicas com a história da sua vida. Na minha opinião, este musical é minimalista, íntimo, e até divertido.Os cenários são parcos, praticamente não existem, e a orquestra está ao fundo do palco e toda a atmosfera é bastante pessoal.

No espectáculo, e apesar de La Féria ter incluído os episódios mais negros da cantora, a pobreza, a prostituição, os desgostos de amor e a paixão pelo pugilista Marcel Cerdan, que acabou por morrer, acho que falta qualquer coisa. De qualquer forma gostei, e vale a pena recordar a voz de “La Môme”.


Saber mais em Teatro Politeama

Cláudia Neves

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Seal Divine em Cascais

Decorreu este ano a 6ª edição do Cascais CollJazz Fest. Com um cartaz fantástico, foi difícil a escolha, mas depois de assistir ao concerto, penso que foi a mais acertada: fomos ver Seal no Hipódromo de Cascais.

Durante quase duas horas de espectáculo o cantor britânico, contagiou e conquistou o público português, que dançou, cantou e aplaudiu Seal de pé no final.

Seal cantou alguns temas do seu último álbum “Soul”, mas os clássicos “Kiss from a Rose” e “Crazy” não foram esquecidos. O cantor deu um concerto fantástico e interagiu constantemente com o público, fazendo questão em falar português também.

Seal manifestou vontade de voltar a Portugal, e tentou animar o público durante toda a noite.

O ambiente estava fantástico e a sonoridade perfeita. Foi uma noite memorável.

Saber mais em: Cascais CollJazz Fest

Cláudia Neves

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"West Side Story” – Nova Iorque no Politeama

No Politeama em Lisboa, está em exibição mais um musical encenado por La Feria: “West Side Story “– Amor Sem Barreiras. A peça relata a história de Tony, antigo líder do gangue, os Jets, que se apaixona por Maria, irmã do líder do gangue rival, os Sharks. Um amor sem limites nasce entre o ódio e a rivalidade dos dois gangues e dos seus códigos de honra.

“West Side Story” inspira-se no Clássico Romeu e Julieta, onde o tema central é o amor proibido, a a rivalidade entre famílias.

O espectáculo vale pela música, pelas vozes, e pelo talento que se vê nos palcos.

Terça a Sexta, 21:30, Sábado e Domingo pelas 17:00, no Teatro Politeama, Rua Portas de Santo Antão .
Bilhetes de 15 a 35 euros.

Saber mais em: West Side Story

Cláudia Neves

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

"Cabaret" no Maria Matos

Fui recentemente assistir à versão portuguesa de "Cabaret", o mais clássico dos musicais, encenado por Diogo Infante, e que está em exibição no Teatro Maria Matos, em Lisboa. A história é conhecida: “Cabaret” relata várias vivências na capital alemã, na década de 30, num tempo de contradições e ascensão nazi. Ambiente com o qual o amor de Sally e Cliff terá de conviver e sobreviver”.

Sally Bowles é uma jovem cantora inglesa que trabalha no Kit Kat Klub, em Berlim, e por quem um escritor americano (Cliff Bradshaw) se vai apaixonar...

Uma curiosidade, a protagonista foi escolhida num programa da RTP. Ana Lúcia Palminha foi a vencedora do programa “À Procura de Sally”, do canal público, escolhida para interpretar o papel da protagonista.

O elenco é bom, e o musical está cheio de cor, energia e sonoriade! Vale a pena assistir.

Fica uma dica, às quintas-feiras, os bilhetes têm preço único (15,00 EUR para qualquer lugar).

Em exibição no Teatro Municipal Maria Matos

Até 28-12-2008

Cláudia Neves

terça-feira, 23 de setembro de 2008

“Folia – Tu és isso”

Assisti recentemente a um espectáculo chamado Folia – Mistério de uma Noite de Pentecostes, que decorreu nos jardins da Quinta da Regaleira, um espaço magnífico em Sintra. O espectáculo Folia propõe a recriação em termos contemporâneos da experiência da iniciação e da festa comunitária, associada a uma viagem pelo imaginário mítico, histórico e cultural português.

Inspirada na leitura de Agostinho da Silva das relações entre a Festa do Espírito Santo, a Ilha dos Amores e o Quinto Império, o texto e a encenação convocam palavras e figuras das obras de Luís de Camões, Padre António Vieira e Fernando Pessoa, além do próprio Agostinho, do teatro vicentino e dos Painéis atribuídos a Nuno Gonçalves.

A peça assenta numa profunda interacção entre actores e público, e o espaço onde a peça decorre, torna este espectáculo único e imperdível.

Saber mais em: Tapa Furos

Cláudia Neves

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Optimus Alive – Um festival a repetir

Com a chegada do Verão, chegam também os festivais. Este fim-de-semana realizou-se mais uma edição do Optimus Alive. O cartaz de dia 12 de Julho pareceu-me muito interessante e por isso decidi ir até lá. Não me arrependi. Começo por elogiar a organização do espectáculo. Desde a disposição dos palcos, à quantidade de barraquinhas de comes e bebes, casas de banho, acessos, tudo pensado ao detalhe. Sem confusão, sem filas!

Em relação ao cartaz saliento as óptimas actuações de Xavier Rudd, RÓISÍN MURPHY, The Gossip, NEIL YOUNG and Ben Harper & THE INNOCENT CRIMINALS – este último, foi o principal motivo da minha ida ao Alive. Ben Harper teve uma actuação fantástica, cheio de energia, cativou o público. Terminou em grande com o êxito Boa Sorte. Sem Vanessa da Mata, o público cantou lindamente a parte dela. Ben Harper fez o resto! Não podia faltar um dueto num concerto de Ben Harper.
O único inimigo foi o frio e vento, mas nem tudo pode ser Perfeito!

Saber mais em: http://www.optimusalive.com/

Cláudia Neves

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SAGA - Ópera Extravagante

Ontem fui ver um grande espectáculo de teatro, música, dança e poesia: SAGA - Ópera Extravagante. O ponto de partida desta história é Joana, uma jovem que quer ser marinheira e não deixam. Um espectáculo do Teatro O Bando em co-produção com a Marinha e encenação de João Brites. O claustro do Mosteiro dos Jerónimos recebe uma estrutura única, e uma história que parte de textos de Sophia de Mello Breyner e mistura cantores líricos, populares e heavy.

SAGA – Ópera Extravagante apresenta uma viagem pelas linguagens artísticas do teatro e da música, da dança e da poesia. É uma ópera inédita com composição musical de Jorge Salgueiro que envolve cerca de 60 músicos (sendo a grande maioria pertencente à Banda da Armada) e várias vozes muito distintas, cruzando cantores de vários estilos.

Até 13 de Julho de 2008 no Museu da Marinha, no claustro do Mosteiro dos Jerónimos. A não perder.
Saber mais: www.museumarinha.pt
Cláudia Neves

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Noite de Santo António – A mais longa da Capital

Como “alfacinha” de gema, nascida e criada em Lisboa, a minha noite de eleição é a Noite de 12 para 13 de Junho, a Noite de Santo António. Como todos os anos, nessa noite saio de casa, e rumo ao Bairro Alto e Alfama. A animação encontra-se por toda a cidade, e nos locais mais conhecidos, como o Castelo, Bica, Alfama, Campo das Cebolas, podemos participar nos arraiais onde não falta animação, música e as típicas sardinhas assadas.
Nesta noite podemos encontrar as ruas cheias de pessoas, há um ambiente de festa na cidade, Lisboa torna-se uma cidade cheia de vida, luz, cor e movimento. Na Avenida da Liberdade desfilam as marchas populares, cheias de cor e alegria. Com tanta festa, normalmente o trânsito fica condicionado. O ideal é deixar o carro estacionado longe do centro.
Citando a música de Amália...

“Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantarDe alcachofras a florir
De foguetes a estourar
Enquanto os bairros cantarem
Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo António Lisboa não morre mais
Cláudia Neves

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Rock in Rio Lisboa – “30 de Maio - A fraca actuação de Amy Winehouse”

No primeiro dia deste espectáculo da música, fui uma das 110 mil pessoas que marcaram presença no Rock in Rio no Parque da Bela Vista. Cheguei cedo para não perder nada. Tirando a questão das filas do metro, a entrada no recinto fez-se sem grandes demoras. O espaço estava diferente desde o último Rock in Rio. Imagem renovada.

Comecei por ver Paulo Gonzo, e de seguida Ivete Sangalo. A cantora brasileira é fantástica! Cheia de energia e sempre a acarinhar o público, deu um concerto electrizante!
O concerto seguinte foi o mais esperado da noite:
-“Ladies and Gentlemen Miss Amy Winehouse…”
Com quase 40 minutos de atraso, a cantora apresentou-se visivelmente alcoolizada, e sem voz. Cambaleante, chegando mesmo a tropeçar, a cantora inglesa esteve em palco cerca de 50 minutos numa actuação terrível. Uma verdadeira desilusão.

Em seguida veio Lenny Kravitz, com um profissionalismo exemplar, cantou 16 músicas e empolgou o público.

De positivo saliento a organização do evento, e as excelentes actuações de Ivete e Lenny. De negativo a subida ao palco de Amy Winehouse. Se ela não cancelou o concerto, alguém o deveria ter feito por ela.

Cláudia Neves