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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Jardim Zoológico de Lisboa


Ontem fui com os filhos ao Jardim Zoológico, era um dia especial, pois era a primeira visita do meu filho mais pequeno. Adorou tudo, mas a altura em que o senti a vibrar e a delirar mais com a vida animal, foi no espectáculo dos golfinhos. Honestamente admiro a capacidade destes senhores de ao fim de anos a fazer o mesmo espectáculo tres vezes por dia, conseguem transmitir a alegria e a novidade de uma 'première'. Tenho ido com alguma regularidade ao Zoo, mas devo admitir que ontem saí bastante satisfeita da visita.

Gostei muito de ver que há animais que já têm a sorte de não estar atrás de jaulas e por muito que os pais gostem de levar as crianças a vê-los eu parece que partilhava com eles a humilhação de estar ali num montra, num espaço artificial e ainda por cima atrás de grades. Felizmente que os macacos, os leões, os repteis têm uma nova casa, mais parecida com o seu habitat natural e as pessoas podem vê-los, apreciá-los sem interferir no seu ritmo.

Congratulo ainda todos os cartazes informativos sobre cada espécie, e a forma como cada um pode contribuir para a qualidade de vida destes animais e mais, ficamos a saber qual é a importância de um jardim zoológico na prevenção e na melhoria da qualidade de vida de todos estes animais.

Andámos de comboio, visitámos ainda os elefantes, as girafas, os bufalos, os aligatores e qual o meu espanto, quando mostrava ao meu filho mais novo os piu pius cor-de-rosa, quando fui interrompida pela filha: "- Mamã não são piu pius cor-de-rosa, são Flamingos". E tinha toda a razão, apesar dos seus 3 anos.

Contribuam para a melhoria do nosso zoo e levem a criança mais perto a uma visita. Ficarão surpreendidos com as melhorias deste espaço.

Mais informações em Jardim Zoológico

Sofia Almeida

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Jardim da Parada em Campo e Ourique

Há algum tempo que tenho vontade de falar de um jardim do imaginário da minha infância, o Jardim de Campo de Ourique. Um local pelo qual passaram gerações e gerações e continua a ser ponto de encontro entre todas.

Costumo lá ir com os meus filhos, não com a frequência desejada, mas quando possível. Estaciono o carro e é uma alegria vê-los a correr e a prepararem-se para a brincadeira. Uma das coisas que mais me agrada neste jardim infantil são os baloiços. O mais pequeno com um ano e meio pode divertir-se e baloiçar-se, uma vez que estão protegidos, existindo apoio de costas.

Quando se cansam da brincadeira, correm à volta do lago, admirando os movimentos graciosos das aves que ali se juntam em busca de comida. Ao derredor encontram-se avós e avôs que conversam, costuram e jogam às cartas debaixo das árvores, protegendo-se do sol e olhando por todas as crianças. No final já o brilho dos olhos deu lugar lugar a um rosto de cansaço e regressamos a casa, fatigados, mas felizes.

Sofia Almeida

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jardim Buddha Eden - o Maior jardim oriental do país

Goste-se ou não se goste do senhor Comendador Berardo, creio que todos concordam que ele tem feito mais pela cultura portuguesa do que a maioria dos seus concidadãos. Ainda que aqui o conceito de cultura seja lato. A sua última obra, já estava na minha lista de locais a visitar, refiro-me ao Jardim Buddha Eden ou Jardim da Paz na Quinta dos Loridos, na zona do Bombarral. Já tinha folheado uma revista que fazia capa com um enorme buda e cujo titulo era: "Maior Jardim Oriental do País" e lá dentro estavam encerrados todos os segredos e motivações deste mecenas, aquando da construção deste jardim. A ideia surg em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi, um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas, do período tardio da Arte de Gandhara.
A ideia é original e megalómana. Montar e transportar aquelas estátuas gigantes é trabalho árduo. Na minha opinião a ideia é muito interessante, mas ainda lhe falta substracto. Isto é, o espirito oriental está colocado 'à pressão' num jardim de características ocidentais. Ainda lhe falta harmonia, mas creio que é algo que agora pode ser melhorado com o tempo, pois o mais dificl da obra está feito.

E para provar o seu sucesso, há excursões e excursões todos os dias que chegam em direcção ao Jardim da Paz, e o motivo é ver as estátuas, pois não há forma de o português "matar o bicho de comprar alguma coisa". Este é o problema da nossa cultura ou podemos comprar algo ou não tem piada. Aqui podemos apenas contemplar!

E não me admira que qualquer dia, entre os roteiros sobre Portugal, além dos pastéis de nata e da Torre de belém, o Jardim da Paz passe a integrar a lista dos imperdíveis. Um ponto que não posso deixar de referir é a gratuidade da visita, todos podem ter acesso ao espaço ou à cultura como preferirem.

O must da visita: as dezenas e dezenas de soldados terracota em tamanho real

A região perdeu um aeroporto, mas ganhou o Maior jardim oriental do país.

Saber mais sobre a Colecção Berardo
T: T. +351 262 605 240
Horário: desde o nascer ao pôr do Sol.

Sofia Almeida

terça-feira, 12 de maio de 2009

Jardim da Estrela - Um sobrevivente em Lisboa

O Jardim da Estrela já conta com alguns séculos de existência, mas as condições oferecidas aos cidadãos continuam excelentes e contemporâneas. Serve todas as pessoas e a maioria das necessidades. Tem parque infantil para as crianças, bancos de jardins mais resguardados para os namorados trocarem confidências de amor, mesas e bancos para os mais idosos lançarem a sua sorte em jogatanas de cartas, coretos para os aspirantes treinarem os seus dotes, lagos para os admiradores da mãe natureza, esplanadas para os mais sedentos ou esfomeados saciarem as suas necessidades, enfim um sem número de infraestruturas para oferecer momentos de ócio a quem habita em Lisboa.
Vigiado pelo Hospital Militar e pela Basílica da Estrela, este jardim é também passagem obrigatória do Eléctrico 28 que tem no seu percurso alguns dos pontos chaves a visitar na capital.

O jardim foi ainda palco de uma feira de artesanato que animou quem passava e distraiu as árvores que nele habitam. Iniciativas desejáveis para quem ainda encontra alguns metros quadrados de verde numa cidade que cresce todos os dias, mas em altura e em betão.

Sofia Almeida

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Parque da Cidade virado para a Praia

É assumida por todos, a eterna guerrilha entre Lisboa e Porto. Alguns ignoram-na, outros tentaram alimentá-la para proveito próprio, outros ainda por questões regionais, eu diria até bairristas. Eu sou daqueles que sendo de Lisboa, tenho uma profunda admiração pela cidade do Porto. Reconheço que nos últimos anos esta cidade tem sofrido melhoramentos inquantificáveis. Um deles, das dezenas que poderia citar, é o Parque da Cidade. Parabéns a quem idealizou o projecto e mais ainda a quem acreditou e o aprovou. Trata-se na minha opinião dos projectos nacionais mais bem conseguidos.

Este espaço foi de facto feito a pensar em todos os que querem andar, correr, passear de bicicleta, de skate, mas sempre em contacto com a natureza. Perdemo-nos com a beleza dos espaços, com a diversidade da fauna e da flora que vai sendo alimentada pelos visitantes habituais.
É muito bom podermos ter um espaço assim no meio do reboliço da cidade. É muito bom entrar e tomar umas golfadas de ar puro e terminar com um agradável passeio de frente para o mar.

Rivalidades à parte, tenho pena que em Lisboa não tenhamos a sorte de ter um espaço assim tão…. Verde!

Guilherme Cardoso

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Jardins e Cultura - A simbiose para o Verão

Creio que a maioria das pessoas que vive em Lisboa desconhece a Fundação Gulbenkian ou as suas possibilidades. Há quanto tempo não visita este espaço? Sabia que é dos sítios mais frescos e mais bonitos para passear no Verão? Os seus jardins exóticos são mantidos carinhosamente pelo arquitecto Ribeiro Teles.
A Fundação dispõe de vários sítios interiores ou exteriores para almoçar ou lanchar tranquilamente. Existe uma agenda repleta de espectáculos e iniciativas para o Verão para adultos e crianças. É possível ver o museu Gulbenkian, a biblioteca de arte, o centro de arte moderna onde pode observar dezenas de exposições algumas permanentes, outras de passagem.
Se preferir vá simplesmente admirar as rosas ou contemplar os patos que já formam uma enorme família.
Miss S.