quinta-feira, 18 de março de 2010

Sem Rede by Joana Vasconcelos

Segunda - feira passada fui ver a Exposição Sem Rede da Joana Vasconcelos ao Museu Berardo no CCB em Lisboa. Gostei bastante, já conhecia algumas peças da autora e por isso estava contextualizada. Gosto do seu estilo de hiperbolizar os objectos, mas sobretudo e aqui quero fazer uma menção, admiro muito a preocupação da artista em recuperar texturas, materiais, símbolos e ícones da tradição portuguesa. As figuras enormes que produz são fruto do trabalho árduo de muitos artesãos portugueses. Os materiais usados fazem parte da nossa cultura e o facto de sermos portugueses.

E aqui (re) encontramos algumas obras notáveis, como o sapato da Cinderela todo feito com tampas e panelas ou um grande candelabro construído a partir de tampões e a salas dos corações, onde ao som de Amália Rodrigues, vemos três corações enormes a rodar sobre si mesmo. Onde a diferença é marcada pela utilização de materiais, os 3 são feitos de talheres e o desenho é a filigrana portuguesa.

O único reparo que tenho a fazer à exposição é a ultima sala das flores brilhantes que está escura, e onde necessitamos de passar um labirinto até à saída. Acho tudo óptimo, mas devia haver um aviso à entrada. Fui com um carrinho de bebe e para achar a saída, sem derrubar nada, tive alguma dificuldade. À parte disto, é uma exposição a não perder até Maio de 2010

Saber mais em: Museu Bérardo

Sofia Almeida

terça-feira, 9 de março de 2010

Um dia só para Mulheres

Aproveitámos a temática e ontem fomos passar umas horas descontraídas no Bairro Alto Hotel que tinha preparado um programa no feminino. Primeiro estivemos em contacto com os conselhos individuais da marca Bobbi Brown - profissionais da maquilhagem. Útil e interessante para reflectirmos sobre o facto de a maquilhagem à luz de tantas outras coisas dever ser feita em função das nossas caracteristicas individuais e intrínsecas. Temos necessidades diferentes e o tom que melhor se adequa a mim não é necessáriamente o mesmo de outras pessoas.

A seguir passámos para um outro espaço onde a empresa Dama de Copas apresentava os seus serviços bra fitting. Consitem numa análise cuidada e mais uma vez individual da necessidade das mulheres usarem soutiens que se adequam à sua fisionomia, Descobri que todas usamos copas muito pequenas e os soutiens na sua maioria não têm uma boa sustentação, factor essencial para a saude. A empresa não cobra por este serviço. Pode marcar e uma das consultoras irá dar-lhe as suas medidas ideias, depois se quiser pode comprar um soutien, mas dou já a dica que os preços são acessíveis.

Para terminar, a Style Up tentou mostrar a importância de fazermos sobressair alguns aspectos que gostamos mais e esconder outros menos apreciados. Tudo através da combinaçãoo de cores, peças e acessórios. Claro que um tratamento personalizado necessita de marcação.

Mesmo no fim trocaram-se cartões e experiências, onde mães, filhas, mas sobretudo mulheres trocaram experiências

Só faltou o chá no fim...mas foi uma tarde passada em optima companhia

Sofia Almeida

Saber mais em:




quarta-feira, 3 de março de 2010

À Mesa do De Castro Elias

Passo alí todos os dias a caminho de casa, mas estava longe de imaginar que este era o espaço da moda que as minhas amigas comentavam... De Castro Elias.

O local é despojado e acromático, pois à exepção das particulares mesas altas e encarnadas da entrada, inspiração espanhola, tudo é branco.

É quase impossível jantar sem mesa marcada e por isso disse no inicio que era um espaço da moda.

Os pontos negativos:
- A configuração da sala, um corredor largo, sem espaço, onde as pesas estão dispostas, tipo sala de aula.
- A sala do fundo é pequena e ainda colocam as mesas em cima umas das outras. Ontem estava literalmente a tocar na mesa ao lado. Não há privacidade e somos obrigados a partilhar a nossa conversa com os restantes presentes
- O cheiro da sala do fundo, devido à proximidade das instalações sanitárias
- A carta de vinhos. Na minha opinião não têm uma selecção nem abrangente nem coesa. Passa de vinhos menos caros a vinhos muito caros, sem meio termo.
- Não aceita cartão Visa.

Os pontos positivos:
- A recuperação da gastronomia portuguesa.
- A qualidade da comida. Provei feijão manteiga com ameijoas e feijão branco com gambas e ambos os pratos estão aprovados, mas sugiro a inclusão do tipico arroz branco, mais tarde pedido.
- O serviço, apesar do número reduzido de empregados para o número de clientes, as pessoas são esforçadas e simpáticas.
- Boa relação qualidade preço, apesar do restaurante ser vendido como low cost.
- A companhia das minhas amigas que minorou as falhas existentes.

Um sitio a visitar agora ou nos próximos meses, mas sem pressas.

Saber mais em De Castro Elias
T. 21 797 92 14

Sofia Almeida

segunda-feira, 1 de março de 2010

Renovado Hotel Império

O hotel Império fica no centro da cidade de Torres Vedras. Dos vários serviços disponíveis tem uma pastelaria, restaurante, bar e uma enoteca. A carta de chás e de vinhos merece atenção.

O hotel foi renovado há pouco tempo. Fiquei num dos quartos do último andar que tem uma varanda apetecivel com uma vista bonita sobre o castelo e a cidade. A mesa cá fora e a espreguiçadeira convidam a um chá e à leitura de um livro, nao fora o mau tempo e o programa de sábado já estava definido.

O restaurante Boc tem um staff simpático e a comida é portuguesa. Pedimos para entrada gambas com alho e uma morçela portuguesa com ananás. O prato principal foi bacalhau com crosta de broa e azeitona. Para escolher o vinho, levantámo-nos e fomos in loco à garrafeira cheirar aromas e vasculhar rótulos. Escolhemos um tinto da região: Cerejeiras.

Pena que a chuva não tenha permitido uma longa caminhada pela baixa da cidade para fazer a digestão

Saber mais em: Hotel Império

Sofia Almeida