Via todas as aquelas barracas às riscas alinhadas. As cores que predominavam era o azul e o branco. No inicio de cada alinhamento estava uma placa tosca, pintada à mão, onde se conseguia ler o numero do corredor e da respectiva barraquinha. A praia estava pejada de gente, u
ns de fato de banho, outros de calças arregaçadas, e outros ainda que simplesmente se passeavam.
As barracas estavam repletas de famílias. A avó que aproveitava a sombra do toldo para fazer renda. A mãe agarrada à geleira distribuía comida por todos. O avô procurava os copos para distribuir vinho do garrafão. Todas as famílias se misturavam, com uma certa promiscuidade, pois é impossível ter privacidade. Mas não será essa a ideia, pois que de outra forma se travariam conhecimentos e boas amizades?
Cada praia tem o seu próprio bar, cujo nome se faz prevalecer ao próprio nome da praia. O bar da Mariana & Filhos, José & Alcina, etc. Todos os anos os clientes habitué se reúnem para beber uma cerveja, comer tremoços, trocar hiestórias e jogar cartas ou dominó.
Uma fotografia das praias do antigamente, projectada numa procissão de carros que se arrastava lentamente à beira do areal, naquele dia de Agosto.
Sofia Almeida
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