terça-feira, 9 de setembro de 2008

Restaurante Zona Verde em Estremoz

Tinha tomado um banho de piscina e decidi ir jantar a Évora. Entretanto a minha filha tropeçou num chinelo e bateu com a cabeça numa banqueta que se encontrava aos pés da cama. O episódio serve para enquadrar este acontecimento nos chamados desígnios do destino. Alterei os planos e fui procurar um restaurante em Estremoz. Aconselharam-me o Zona Verde – “Muito bom e muito típico”. Cheguei e já estavam algumas pessoas à minha frente. Eram exactamente 21h e perguntei ao dono quanto demoraria para termos uma mesa. – “10 a 15 minutos disse-me, com um ar muito atarefado e de quem não podia prestar atenção”. Estes foram os primeiros sinais que eu não quis ler. Ficamos à espera com uma criança de 1 ano ao colo e toda a sua impaciência.

Os empregados passavam por nós aos encontrões, pois o único local onde podíamos esperar ficava no caminho para a cozinha. Passados quase 50 minutos, insisti e o senhor com o seu ar pouco simpático, lá me disse para nos sentarmos numa mesa ao fundo. Assim que cheguei pedi uma sopa e uma cadeira para a minha filha, e claro a Carta. Só veio a sopa. Passaram 15 minutos e ela continuava ao nosso colo, a comer e nós à espera da Carta. Se isto era assim e ainda não tínhamos pedido, significava que só jantaríamos, madrugada dentro. Paguei a sopa e vi-me embora.

Moral da história: A comida podia ser fantástica, mas o mau serviço arruinou para mim, a imagem daquele restaurante.

Contacto: 268 324 701

Miss S.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Zafra – Cidade das Praças Andaluzas

É uma daquelas cidades bonitas e galanteias de Espanha. Alguns conhecem, a maioria já ouviu falar. Eu desconhecia e por isso fiquei agradavelmente impressionada. Gostei da cidade, dos jardins, mas sobretudo das praças andaluzas que nos fazem sentir bem. Eu gosto de ver as esplanadas cheias de pessoas a conversar, as crianças a brincar– que se conhecem de forma espontânea e rapidamente estão a partilhar brinquedos. Os pais zelosos que passeiam com orgulho, os carrinhos que transportam os seus filhos. Os idosos que partilham bancos e a alegria que cresce em seu de redor.

Os claustros das praças andaluzas deixam sempre antever, empregados atarefados e compenetrados em levar pedidos e trazer cervejas, aperitivos, bocadillos, tapas e raciones. A esta altura o sol ainda se põe, porque o jantar só começará a partir das 22h. Até lá assiste-se a este fantástico entardecer onde as pessoas convivem e bebericam qualquer coisa a pretexto.

Os espanhóis têm esta forma salutar de estar na vida. Aproveitam os espaços e harmonizam-nos com a sua presença. Todas as idades se misturam e interagem, em vez de se enfiarem num qualquer centro comercial cheio de fontes artificiais.
Sofia Almeida

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Aveiro – numa Perspectiva diferente

Tive a oportunidade de percorrer as ruas de Aveiro de uma forma diferente, acompanhada por alguém nativo. Foi muito interessante pois andei por artérias da cidade que talvez não andasse e, mesmo que andasse por lá, talvez nessa altura estivesse mais preocupada em sair, com medo de me perder.
Vi, em plena cidade, crianças a jogar à bola na rua! Vi, estendais de roupa do lado de fora, pois dentro de casa não há como secarem. As casas típicas do bairro dos pescadores são construídas em altura e muito estreitas.

Trata-se de uma cidade dentro da cidade! Hoje essa parte da cidade é considerada a cidade velha, outrora foi considerada a Vila Nova, além portas, onde ficavam os pescadores e os forasteiros que vinham a Aveiro negociar uma mercadoria valiosa, o Sal.

Tive a possibilidade de observar a cidade sob outro ângulo. Se derem um salto a Aveiro, não deixem de contactar o Cicerone, alguém que sabe e que orienta.

Saber mais em:
91 845 45 95 ou 234 094 074

Clara Silva

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Convento dos Capuchos para Monges e Nobres

- Construído por Monges
- Habitado por Nobres
- Preparado para Si.

Um Convento encantado, nascido e recuperado em Monção. Uma aldeia típica mesmo na fronteira que separa terras portuguesas e espanholas. Juntam-se os dois ingredientes e temos um espaço antigo que nos sussurra histórias com vários séculos, e recupera com o conforto e o fulgor contemporâneo.
O Convento data o século XVIII e podemos sentir o mesmo silêncio vivenciado pelos frades da época. Em simultâneo, a decoradora, Adelaide Rebelo de Andrade, transpôs a modernidade do mobiliário, acrescentou verde e bambu e encheu o espaço de peças que nos fazem sonhar.

E como nada foi deixado ao acaso a louça tem um design arrojado, e é assinada com o logótipo do Convento. Afinal são os pormenores que fazem a diferença. Eu perdi-me na piscina onde o céu se confunde com as montanhas. Li um livro no bar, contíguo à recepção que outrora fora a cozinha, onde se prepararam grandes mangares. Passeei pelo corte de ténis, integrado nos socalcos que expandem o convento para outro lado da cidade. Experimentei isto tudo e fiquei com vontade de regressar, um dia que o vento me traga para estas paragens.

Saber mais em: Convento dos Capuchos

Sofia Almeida

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ai Férias, Férias!!!!

Acho que quando entro em Espanha devo transportar comigo uma nuvem negra sobre a cabeça, cheia de relâmpagos e trovões. Na verdade, raras são as vezes em que não há atentado etarra ou da Al Qaeda, descoberta de arsenais nos hotéis para onde me dirijo, etc.... Desta vez, foi a queda do MD-82 da Spanair, do qual só me apercebi do incêndio e da sua origem nas notícias da noite. Acho que, em relação a mim, eles um dia vão dizer que não levo bons ventos mas, sobre casamentos, eu é que não os quero. A Catalunha sempre foi uma região que me atraiu, sobretudo Barcelona, por tudo o que é e o que nos dá. É um destino de eleição pois é uma das mais belas cidades que conheço. Desta vez entrou-me na cabeça ir para Castelldefels, que tem um ambiente muito tranquilo e uma praia excelente com águas que andam sempre os 18 e 21ºs.

Após 355 dias de trabalho e não sei quantas horas extraordinárias de viagem pelo maravilhoso interior seco e árido do centro de Espanha, cheguei ao apartamento de destino. Comissão de boas-vindas: Uma placa junto à porta com os seguintes dizeres "Prohibit jugar a pilota - respecteu els descans dels veins", ou seja: Não podes kekar porque deves respeitar o descanso dos vizinhos. "De puta madre" as catalãs devem ser bem fogosas e histéricas - pensei eu... Na realidade, não era bem assim, na porta ao lado, numa loja, existe um "buffet de advogadas". Eu explico, devem de haver buffets sexuais das mais diversas profissões. Aquele era de juristas, mas deve de haver de mulheres-polícia, que lá são as "mossas de esquadra", bombeiras, empregadas domésticas (depiendentas), etc...
Embora se encontrasse encerrado para "vacaciones", imagino que as advogadas devem gritar: "Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii- iiiiiii, cariño mio, pone tu recurso en mi Codigo de Pienas , eso, eso en el artículo 25, alínea J, eso guapo, ah que locura de chico"................................... Por isso, elas não deixam "jugar a pilota dentro de casa", o lobbie dos advogados é muito forte e ninguém estaria abrigado de uma qualquer sanção.

Aquela cidade é muito agradável e saudável para as articulações. Eu explico: devem de existir 2 cães para cada habitante. Não, não são vadios, todos mascotes caseiras muito bem tratadas. À noite, quando todos saem de casa para as tão conhecidas caminhadas nas "Ramblas" é agradável vermos a forma engraçada como andam ziguezagueando entre os dejectos dos canídeos. Desta forma, com trejeitos de marchadores olímpicos, eles vão cuidando das articulações dos membros inferiores. Aliás, os cães foram substituídos por símios nas proibições de pisar relvados, tal a sua influência na Vereação do Ayuntamiento. A praia é maravilhosa, com um areal extenso e cheio de mulheres a fazer top-less, pena é que imponham a condição de as mesmas terem mais de 60 anos e 75 kg de peso. Lá, podemos, ao contrário do Algarve, fazer uma "massagi" chinesa por 5 EUR ao tronco, ou 10 EUR ao corpo todo. Relax completo.

No fim tive de me arrastar até à água, deixando atrás de mim um sulco profundo na areia. Para o serviço ser completo, podemos coçar os genitais numa alforreca. Confesso que é uma sensação inigualável e irrepetível. Como a vida é feita de experiências e curiosidade é coisa que não nos falta, num dos dias meti-me no comboio e fui visitar Sitges, uma vila de veraneio muito procurada por gente de todo o mundo. Diria que é um ninho de amor. A Guerra Civil espanhola não passou por lá de certeza. Todos os homens se dão muito bem e até na forma de vestir são coincidentes: calça branca muito apertada e camisola de alças com buracos e bem justa ao corpo. Ali, todo o Mundo está em Paz. Se fossemos governados por turistas de Sitges não existiriam genocídios, Tchéchénias, Tibetes, Iraques, Ugandas, etc... Talvez uns gritos, uns tabefes, uns pratos partidos, puxões de cabelos, guinchos, mas nada mais do que isso.
Lá, pude confirmar a minha teoria de que macho só é macho quando tem barriguinha e o único barrigudo que encontrei foi a minha figura reflectida na montra de uma loja de roupa interior para (mais ou menos) homem. Ainda entrei, mas a bicha que estava no balcão correu comigo, histérica, dizendo que "sólo tallas elegantes". Ainda bem que sou um estafermo, assim só mesmo um desgraçado tentaria assediar-me e, isso, é coisa que lá não há. Gostei de ver todas aquelas "dolls" sentadinhas nas esplanadas a comerem-se umas às outras com os olhos. Ai que malucas. Foda-se, não era o que queria dizer, os tipos são doidos.

Nunca pensei encontrar focas em águas cálidas do Mediterrâneo, mas a forma como andava excitadas na água e pela forma como soltavam sons, ou se apalpavam ou andava tubarão na praia. Curiosamente, nenhuma das praias de Sitges tinha nadador-salvador. Pensando bem, como é que o desgraçado conseguiria fazer respiração boca-a-boca a tantos falsos afogados. Um conselho às minhas amigas, se quiserem tentar uma aventura extra-conjugal, ou perder a virgindade, nunca pensem em ir para Sitges, porque é uma viagem debalde. Se, mesmo assim, decidirem não aceitar a minha opinião, levem umas latas de atum, que será a única coisa que vão comer.........

Vitor Lourenço
(em 5 minutos)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Companhia das Culturas – Turismo Rural de Charme

No passado mês de Julho tive a sorte de usufruir com a minha filha e o meu marido de duas noites numa fazenda de turismo rural de charme, Companhia das Culturas. Um pouco à descoberta e apostando na surpresa, rumei até ao barrocal algarvio, São Bartolomeu. Confesso que até chegar ao portão da fazenda temi pela minha escolha, mas depois de digitar o código de acesso e o portão abrir fiquei rendida com a miragem.
Não poderíamos ter sido melhor recebidos e acarinhados pela proprietária, a antropóloga Eglantina Monteiro que amavelmente nos mostrou o espaço e sugeriu alguns itinerários. O conceito é inovador. Apela-se à comunhão com o meio rural envolvente por isso não há TV. Para os dependentes das tecnologias há Internet wireless. A fazenda tem cerca de 40ha de produção ecológica e recuperação de águas residuais. O restauro do núcleo habitacional tem a assinatura do Arqº. Pedro Ressano Garcia. São cerca de sete quartos pensados individualmente e sem descurar pormenores que os tornam únicos.

Os pequenos-almoços são divinais! Frutas frescas e sumos naturais produzidos na fazenda e pão cozido no forno. Não posso esquecer e agradecer a amabilidade das funcionárias. O meu conselho: permitam-se conhecer este vigorante pedaço de terra no meio de um Algarve em constante alvoroço.

Saber mais em: Companhia das Culturas

Carla Neves

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DUNA BEACH - Verão chill out

Ao passar na Meia Praia, numa extensão imensa de areal, encontrámos o Duna Beach. O seu conceito natural e ecológico, inspira-se na natureza que o rodeia. A cerca de 2 km do Tivoli Lagos, o Duna Beach é servido por um transporte próprio e gratuito durante o dia, encontrando-se aberto todo o ano, o que é muito bom para todos os que procuram estas paragens fora da época do Verão. Um ambiente Chill Out complementado por uma magnífica vista sobre a praia e piscina.

Depois de um mergulho no mar e na piscina, podemos deliciar-nos com os saborosos pratos criados pelo Chef Jerónimo Abreu no restaurante e bar do Duna Beach. Ao cair da noite, o ambiente à luz das velas é o ideal para um jantar mais íntimo ou, se preferirmos, festas e eventos na praia.

O Duna Beach tem também à disposição várias actividades e serviços: desde a prática de desportos náuticos à realização de eventos. Eu fui e adorei – a aproveitar….


Saber mais em: Duna Beach

Simão Cruz